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Reforma Tributária no TOTVS Datasul: o que muda e como adequar em 2026

Em 2026 a Reforma Tributária entra em fase de teste e o IBS e a CBS já aparecem na nota. Veja o que muda para quem usa o TOTVS Datasul e como adequar o ERP no prazo.

Por WeePulse
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CategoriasFiscalDatasul

Para quem opera o TOTVS Datasul, a Reforma Tributária deixou de ser assunto de 2033 e virou tarefa de 2026. Desde 1º de janeiro de 2026, o país entrou na fase de teste do novo modelo, e os dois tributos que vão reorganizar o consumo, o IBS e a CBS, já precisam aparecer calculados nos documentos fiscais. Não há imposto novo a recolher neste ano, mas há uma exigência clara: o ERP tem que saber classificar, calcular e destacar os novos tributos na nota. Para uma indústria que roda Datasul, isso toca faturamento, apuração de custos, escrituração e os módulos fiscais ao mesmo tempo.

Este guia explica, sem ruído, o que a Reforma muda para quem usa o Datasul, qual é o cronograma que define o seu prazo e o que precisa ser atualizado e parametrizado no ERP. O objetivo é simples: chegar ao fim da janela de 2026 com o sistema testado, em vez de descobrir o problema com a operação já valendo.

O que muda com a Reforma Tributária para quem usa o Datasul?

A Reforma substitui cinco tributos sobre consumo por um modelo de IVA Dual. No lugar de PIS, Cofins, ICMS, ISS e, em parte, IPI, passam a valer três cobranças: a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de estados e municípios, e o Imposto Seletivo, que incide sobre produtos específicos. A base legal é a Emenda Constitucional 132/2023, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025.

Três mudanças de modelo afetam diretamente quem parametriza um ERP. A primeira é o cálculo “por fora”: o IBS e a CBS não entram na própria base, diferente do ICMS atual, o que muda a forma de calcular e exibir o tributo. A segunda é a não cumulatividade plena, com crédito amplo sobre praticamente tudo que a empresa adquire e que esteja ligado à atividade, um ponto sensível para a indústria. A terceira é a importância da classificação correta de cada item, porque é ela que determina a regra aplicada. Para entender a mudança no nível da empresa, antes de descer ao Datasul, vale a leitura do nosso guia da Reforma Tributária para empresas TOTVS.

Qual é o cronograma da Reforma e o que cada fase exige do ERP?

A transição é longa e escalonada até 2033, mas o que define a urgência de hoje é a fase de teste que já começou. A tabela resume os marcos e o que cada um cobra do sistema de gestão:

PeríodoO que aconteceO que o ERP precisa fazer
2026Ano de teste. IBS e CBS calculados na nota, com alíquota simbólica e sem recolhimento para quem cumprir as obrigações.Classificar itens, calcular IBS e CBS e destacar os campos nos documentos fiscais.
2027Entra a CBS com alíquota cheia e o Imposto Seletivo. PIS e Cofins são extintos.Apurar e recolher a CBS; conviver com o novo destaque na nota.
2029 a 2032Transição gradual do IBS, com ICMS e ISS sendo reduzidos ano a ano.Calcular os dois sistemas em paralelo durante a transição.
2033Modelo pleno. ICMS e ISS são extintos.Operar 100% no novo modelo de IBS e CBS.

Em 2026 a alíquota de teste é de 1% no total, dividida em 0,9% de CBS e 0,1% de IBS, sem a parcela municipal do IBS neste primeiro momento. O contribuinte que emitir os documentos com os tributos calculados e cumprir as obrigações acessórias fica dispensado do recolhimento desse valor. Por isso o desafio de 2026 é de sistema, não de caixa: o risco não é pagar mais imposto, é não conseguir gerar a nota e a escrituração no novo padrão.

O que precisa ser parametrizado e atualizado no Datasul?

A adequação do Datasul não é um botão, é um projeto curto com etapas que dependem umas das outras. Quem opera o ERP precisa olhar para quatro frentes.

A primeira é estar em uma versão em suporte. As regras, os leiautes e os pacotes de cálculo da Reforma são entregues pela TOTVS nas releases que estão dentro da janela de manutenção. Ambiente defasado não recebe a adequação, então o primeiro passo costuma ser planejar a atualização para uma versão suportada antes de qualquer parametrização fiscal.

A segunda é a classificação tributária dos itens. O novo modelo usa o cClassTrib, o código de classificação tributária que conecta cada produto e serviço à regra de IBS e CBS que se aplica a ele. Sem essa associação feita corretamente no cadastro, o cálculo não acontece, e em um Datasul de indústria isso significa revisar muitos itens, com naturezas de operação distintas.

A terceira é a regra de cálculo e o destaque na nota. É preciso montar, no módulo fiscal do Datasul, as regras de base, alíquota e vigência de IBS e CBS, e garantir que os documentos de saída e de entrada passem a trazer os novos campos. A emissão dos documentos eletrônicos no padrão da Reforma depende ainda do TSS atualizado, o componente que a TOTVS usa para a comunicação fiscal. A obrigatoriedade desses campos na NF-e segue o calendário nacional, que detalhamos no guia sobre os campos de IBS e CBS na NF-e, com as datas que valem para qualquer ERP, inclusive o Datasul.

A quarta é a apuração e a escrituração. O reflexo do novo cálculo precisa chegar correto à apuração fiscal, à contabilidade e às obrigações acessórias, não apenas ao destaque na nota. É o ponto em que um erro de parametrização passa despercebido até o fechamento, e por isso ele entra obrigatoriamente nos testes.

Indústria e custos: por que a Reforma pesa mais no Datasul?

O Datasul tem presença forte na indústria e na manufatura, e é justamente nesse perfil que a Reforma exige mais atenção. A não cumulatividade plena, com crédito amplo sobre insumos, torna o rastreamento correto de cada entrada uma questão financeira, não só fiscal: crédito não aproveitado por classificação errada vira imposto pago a mais. Quem produz alimentos, máquinas ou materiais complexos lida com estruturas de produto longas e muitos insumos, então a qualidade do cadastro e da apuração de custos passa a influenciar diretamente o tributo devido.

É aqui que controles que a indústria já mantém ganham um peso novo. A consistência entre o estoque, a produção e a movimentação, refletida em obrigações como o Bloco K, e a apuração de custos bem amarrada deixam de ser apenas exigência acessória e passam a sustentar o aproveitamento de crédito no novo modelo. Vale tratar isso como análise, e não como regra fechada, porque a regulamentação ainda detalha pontos da apropriação de crédito, mas a direção é clara: no Datasul, a adequação fiscal e a disciplina de manufatura andam juntas. Empresas que operam mais de um ERP TOTVS ao mesmo tempo têm um desafio extra de padronização, que abordamos no texto sobre consolidação de dados entre múltiplos ERPs.

E quem usa o RM ou o HCM para folha e eSocial?

A Reforma do consumo, com IBS e CBS, mira o faturamento e as compras, então o impacto maior fica nos módulos fiscais e de manufatura do Datasul. A folha de pagamento, rodada no TOTVS RM ou no HCM, não é alvo direto do IBS e da CBS, mas vive seu próprio ciclo de mudança constante no eSocial e nas obrigações trabalhistas, que seguem evoluindo em 2026. Para uma empresa que mantém Datasul no fiscal e RM no RH, o recado é tratar as duas frentes como projetos separados, com calendários próprios, mas sob a mesma governança de TI. Se a sua operação combina os dois sistemas, o nosso comparativo entre Protheus, RM e Datasul ajuda a enxergar onde cada mudança bate.

Como a WeePulse prepara o seu Datasul para a Reforma?

A adequação à Reforma é um trabalho de parametrização e teste sobre um ambiente que já está em produção, exatamente o terreno em que a WeePulse atua. Não se trata de trocar de sistema nem de reimplantar o Datasul, e sim de preparar o que já roda para o novo modelo, sem parar a operação.

Na prática, o apoio cobre quatro momentos. Um diagnóstico da release atual e do que precisa ser atualizado para receber os pacotes da Reforma. A parametrização das regras de IBS e CBS, com a classificação tributária dos itens e o ajuste dos documentos fiscais. Os testes na janela de 2026, emitindo e apurando nos cenários reais da empresa enquanto ainda não há recolhimento, que é a grande vantagem de usar este ano para errar no ambiente de teste, e não em produção. E a sustentação ao longo da transição, acompanhando as novas versões da regulamentação e dos pacotes da TOTVS, já que o calendário ainda se ajusta. Fale com um especialista e use 2026 para chegar adequado com folga.

Perguntas frequentes

A Reforma Tributária afeta quem usa o Datasul em 2026?

Sim. Desde 1º de janeiro de 2026, na fase de teste, o IBS e a CBS já precisam ser calculados e destacados nos documentos fiscais emitidos pelo Datasul, mesmo sem recolhimento para quem cumprir as obrigações. A exigência é que o ERP esteja parametrizado para calcular e exibir os novos tributos.

Preciso recolher IBS e CBS pelo Datasul em 2026?

Não. 2026 é ano de teste, com alíquota simbólica de 1% no total (0,9% de CBS e 0,1% de IBS). O contribuinte que emitir os documentos com os tributos calculados e cumprir as obrigações acessórias fica dispensado do recolhimento. O foco é preencher e calcular corretamente, não pagar.

O que precisa ser atualizado no Datasul para a Reforma?

Em linhas gerais, quatro frentes: estar em uma release em suporte que receba os pacotes da Reforma, classificar os itens com o cClassTrib, montar as regras de cálculo e o destaque de IBS e CBS nos documentos fiscais (com o TSS atualizado) e garantir que o reflexo chegue correto à apuração, à contabilidade e às obrigações acessórias.

O que é o cClassTrib?

É o código de classificação tributária criado para a Reforma, que conecta cada produto e serviço à regra de IBS e CBS aplicável. No Datasul, ele precisa ser associado aos itens no cadastro, porque é essa classificação que determina como o tributo é calculado em cada operação.

Por que a Reforma exige mais atenção na indústria?

Porque a não cumulatividade plena dá crédito amplo sobre os insumos, e crédito não aproveitado por classificação errada vira imposto pago a mais. Em uma operação industrial com Datasul, com muitos insumos e estruturas de produto longas, a qualidade do cadastro, do controle de estoque e da apuração de custos passa a influenciar diretamente o tributo devido.

Qual é o prazo final da transição?

A transição vai até 2033, quando ICMS e ISS são extintos e o modelo de IBS e CBS passa a valer de forma plena. Antes disso, a CBS entra com alíquota cheia em 2027, e o IBS é introduzido de forma gradual entre 2029 e 2032. O que define a urgência atual, porém, é a fase de teste de 2026.

A WeePulse precisa reimplantar o meu Datasul?

Não. O trabalho é de adequação sobre o ambiente que já está em operação: atualização de versão quando necessário, parametrização das regras de IBS e CBS, ajuste dos documentos fiscais e testes, sem trocar de sistema e sem reimplantar o ERP.

Fontes oficiais

Conteúdo atualizado em junho de 2026. Como a regulamentação da Reforma e os pacotes da TOTVS ainda estão sendo publicados, confirme a versão vigente das Notas Técnicas e das releases do Datasul antes de fechar o seu cronograma de adequação.

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