No universo das grandes empresas que utilizam sistemas TOTVS, a interrupção inesperada pode custar milhões e, pior ainda, paralisar cadeias críticas de operação. Por isso, o planejamento para recuperação de desastres não é apenas uma medida extra: trata-se de uma estratégia base para garantir continuidade dos processos, proteção dos dados e resiliência diante dos desafios.
Entendendo o conceito de disaster recovery na TOTVS
Disaster recovery é o conjunto de práticas e políticas focadas em restaurar sistemas e dados corporativos após eventos inesperados que causam falhas graves ou perda de informações. Nos ambientes TOTVS, onde integrações, customizações e automações marcam presença em áreas como educação, indústria e varejo, pensar em recuperação de desastre vai muito além dos backups comuns.
Em nossa experiência na WeePulse, profissionais do setor ainda confundem procedimentos diários de backup com a robustez de um plano específico de resposta para desastres. Gostamos de deixar claro: o backup é apenas parte de um processo muito mais amplo.
Quais etapas não podem faltar em um plano robusto de disaster recovery?
O desenho de um plano consistente envolve, tradicionalmente, algumas etapas sequenciais que fazem total diferença quando o inesperado ocorre. Destacamos as principais:
- Mapeamento dos sistemas críticos: identificamos todos os módulos, integrações, bases de dados e interfaces externas que são indispensáveis para o negócio.
- Definição de RTO e RPO: RTO (Recovery Time Objective) é o tempo máximo aceitável para retomar as operações; RPO (Recovery Point Objective) delimita quanto de dados pode-se perder sem comprometer a operação.
- Documentação dos procedimentos: criamos manuais claros e acessíveis para as equipes, documentando rotinas técnicas e administrativas.
- Comunicação estruturada: é necessário determinar como será feita a comunicação entre TI, gestão e áreas impactadas em caso de incidente.
- Manutenção e testes periódicos: revisamos e testamos o plano frequentemente, para garantir atualidade frente a mudanças continuas em sistemas e infraestruturas.
Procedimentos bem definidos constroem a diferença entre reagir ao caos ou garantir a continuidade.
Backup não é disaster recovery: por quê?
O backup armazena cópias de dados importantes, mas não responde sozinho pela restauração rápida e coordenada de um ambiente inteiro, com todas as integrações, parametrizações e customizações do TOTVS.
Disaster recovery inclui pensar em equipamentos, redes, sistemas, integrações e responsabilidades humanas. Um bom plano prevê desde a recuperação de base de dados até o failover instantâneo, ativando ambientes redundantes que asseguram o funcionamento contínuo dos sistemas críticos para o negócio.
Como ambientes redundantes e failover colaboram para a continuidade?
Ambientes redundantes são como sistemas gêmeos, prontos para assumir a operação caso o principal falhe. O failover é o mecanismo que ativa essa troca, garantindo que a indisponibilidade fique restrita ao mínimo possível.
Desenvolvemos cenários de failover considerando diferentes configurações dos clientes, desde arquiteturas em nuvem até datacenters físicos, planejando todas as rotas possíveis para restauração.
- Infraestrutura em cloud com replicação ativa
- Clusters de bancos de dados
- Processos de orquestração automática para APIs, especialmente relevantes em projetos TOTVS, como detalhamos ao falar de orquestração de APIs no ecossistema TOTVS
Quais riscos ameaçam ambientes TOTVS?
Desastres, no contexto tecnológico, englobam desde falhas técnicas, incêndios e desastres naturais até ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados.Segundo dados do Atlas Digital de Desastres no Brasil, o país registra um aumento preocupante de eventos que afetam sistemas críticos, incluindo enchentes e falhas de energia.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada destaca que, apenas entre 1960 e 2019, o número de desastres hidrológicos saltou de 39 para quase 400 anuais. Cenários assim ameaçam data centers e servidores, afetando diretamente empresas que dependem de soluções TOTVS.
Surpresas negativas não avisam antes de chegar: estarmos preparados é a melhor resposta.
Quais são as soluções e ferramentas recomendadas?
Hoje já existem soluções que integram recursos de automação, monitoramento e recuperação ágil. O modelo mais usado inclui a contratação de serviços de Disaster Recovery as a Service (DRaaS), integrando a plataformas especializadas em proteção de dados e replicação de ambientes.
No universo TOTVS, é válido considerar:
- Soluções de redundância de servidores (on-premises e cloud)
- Replicação contínua de bases de dados e documentos
- Monitoramento ativo para detecção precoce de incidentes
- Integração nativa com rotinas do ERP, facilitando restauração de configurações, parametrizações e customizações (tema que já exploramos ao destacar as diferenças entre customização e parametrização de ERP TOTVS)
- Automação do failover
Além disso, a integração com DRaaS e plataformas de orquestração de APIs permite realizar testes controlados e documentar todo o processo de ativação dos ambientes de contingência.
Por que mapear sistemas críticos e definir RTO/RPO?
No ambiente TOTVS, onde múltiplos sistemas conversam entre si, o mapeamento precisa ser minucioso para não deixar qualquer ponto do fluxo operacional desprotegido.
Definir o RTO e o RPO permite estabelecer expectativas, custos e níveis de exposição aceitáveis, auxiliando a tomada de decisões dos gestores de TI. Como cada empresa dispõe de um perfil próprio de risco, analisamos junto ao cliente qual é o impacto real para o negócio de minutos ou horas parado e qual volume de dados pode ser tolerado sem grande prejuízo.
A experiência mostra que empresas que dependem desse ecossistema precisam considerar todos os sistemas integrados, como gestão financeira, estoque, folha de pagamento e plataformas educacionais.
Treinamento do time e revisão contínua: sem rotina, o plano falha
Uma etapa que frequentemente recebe menos atenção do que merece é o preparo das equipes e o treinamento prático. Não basta ter o documento bem feito; é preciso garantir que todos os envolvidos estão alinhados, sabem como proceder e testaram o processo pelo menos uma vez fora do contexto real.
No contexto da gestão de equipes de projetos TOTVS, treinamentos regulares e simulações (os famosos fire drills) permitem identificar falhas nos fluxos, corrigir procedimentos obsoletos e preparar times para reagir rapidamente.
- Workshops práticos com simulação de desastres
- Capacitação multidisciplinar, desde TI até áreas de negócio
- Testes regulares, documentando cada etapa do processo
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Regional, a prevenção e o preparo são mais eficazes do que apenas reagir aos eventos. Por isso, insistimos na rotina de simulação real e atualização contínua dos planos.
Desafios e exemplos práticos do setor
Já acompanhamos casos em que empresas do setor educacional, diante de ataques cibernéticos, conseguiram retomar as operações dentro do tempo planejado graças à combinação de backups bem feitos, ambiente de failover operante e uma equipe treinada. Por outro lado, outros exemplos mostram que a falta de documentação clara pode tornar até o procedimento mais simples um risco extra.
A experiência revela: o sucesso do plano depende mais da rotina do que da tecnologia em si. Adaptar-se às novas ameaças e atualizar processos é parte da rotina de qualquer empresa que queira garantir segurança no uso do TOTVS.
Não é por acaso que, em grandes projetos de outsourcing e suporte, benefícios como agilidade e comunicação eficiente (tema de nosso artigo sobre suporte técnico em TI) são determinantes para o resultado.
Quais os benefícios para a continuidade operacional e proteção de dados?
Pensando no futuro da operação, um plano de disaster recovery bem estruturado traz as seguintes vantagens:
- Minimização do tempo de inatividade, crucial para setores industriais, educacionais e logísticos
- Redução das perdas financeiras relacionadas a interrupções
- Preservação da imagem da empresa e confiança de clientes/usuários
- Facilidade de atendimento a requisitos regulatórios
- Rápida adaptação a incidentes e maior resiliência organizacional
Estudos recentes, como o material produzido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, reforçam que a governança baseada em boas práticas, treinamento contínuo e tecnologia moderna é capaz de proteger as organizações dos prejuízos de desastres complexos.
Na WeePulse, aplicamos essas soluções sob medida, pois entendemos que a padronização excessiva ignora as idiossincrasias de cada operação. E, quando se trata de manter a engrenagem girando, flexibilidade e foco nas necessidades do cliente são os diferenciais que entregam resultados reais.
Conclusão
Dispor de um plano detalhado de recuperação de desastres em ambientes críticos TOTVS é investir em resiliência e em continuidade de operação. Em cenários cada vez mais instáveis, lidar com desastres climáticos, incidentes de segurança ou erros humanos exige não apenas tecnologia avançada, mas também processos integrados, pessoas treinadas e atualização constante. Esse é o compromisso da WeePulse com todas as empresas que buscam proteção, tranquilidade e domínio sobre seus resultados usando o ecossistema TOTVS.
Conheça mais sobre como podemos potencializar sua operação, construir planos de disaster recovery personalizados, gerenciar APIs, e entregar projetos sob medida para cada desafio corporativo. Fale conosco e veja como transformar a segurança e a continuidade do seu negócio.
Perguntas frequentes sobre disaster recovery para ambientes TOTVS
O que é disaster recovery na TOTVS?
Disaster recovery em ambientes TOTVS reúne práticas, ferramentas e políticas desenhadas para restaurar sistemas, dados e integrações após eventos extremos, como falhas técnicas, desastres naturais ou ataques digitais. Esse planejamento cobre não apenas a restauração de informações, mas a retomada das operações de ponta a ponta do ERP, integrando customizações e fluxos de trabalho essenciais ao negócio.
Como implementar recuperação de desastres na TOTVS?
Para implementar um plano de recuperação de desastres TOTVS, é recomendado mapear todos os sistemas críticos, definir RTO/RPO, documentar os procedimentos, treinar equipes, realizar testes periódicos e manter rotinas de revisão. É preciso ainda garantir ambientes redundantes, automação do failover e integrações com soluções especializadas, como DRaaS.
Quais são as melhores práticas de disaster recovery?
As melhores práticas incluem: análise detalhada dos riscos, definição clara de objetivos de tempo/recuperação (RTO/RPO), documentação transparente, comunicação eficiente entre setores, realização de simulações regulares e atualização recorrente dos planos para acompanhar mudanças tecnológicas e de negócios.
Quanto custa um plano de disaster recovery?
O custo de um plano varia conforme a complexidade do ecossistema, volume de dados, número de integrações e nível de serviço desejado (tempo de retomada, replicação, automação, etc.). Soluções personalizadas, como as desenvolvidas na WeePulse, consideram o tamanho da empresa, criticidade dos processos e ambiente de hospedagem (físico ou nuvem), além das demandas específicas.
Onde encontrar ferramentas de disaster recovery para TOTVS?
Soluções específicas podem ser contratadas por meio de consultorias como a WeePulse, que alinham ferramentas de backup, failover, replicação e automatização de processos a projetos de integração com o TOTVS. Também recomendados serviços DRaaS que permitem recuperação rápida e ambientes redundantes, além do uso de plataformas que favoreçam a orquestração e o monitoramento de APIs.
